As Três Peneiras

Um jovem rapaz se aproxima de um sábio ancião e lhe diz que precisa lhe contar algo sobre alguém. O sábio ancião ergue os olhos do livro que lia e pergunta:

– O que você vai contar já passou pelas três peneiras?

– Três peneiras?

– Sim, três peneiras.

A primeira é a da Verdade. O que você vai contar sobre alguém é um fato que você presenciou, ou você ouviu falar? Caso tenha apenas “ouvido falar”, a coisa deve morrer por aí mesmo.

Suponhamos que seja verdade. Ainda assim o fato deve passar antes pela segunda peneira, que é a da Bondade.
O que você vai contar é uma coisa boa? Ajuda a construir um bom conceito do
próximo?

Se o que você quer contar é verdade, e é uma boa coisa, deverá passar ainda pela terceira peneira, que é a da Necessidade.
Convém contar? Ajuda a resolver alguma uma coisa? Ajuda a alguém? Melhora
alguma coisa?

E arrematou o sábio ancião:

– E se passar pelas três peneiras, ainda assim, leve em consideração o seguinte:

Tanto eu quanto você, seremos edificados pelo fato?

Se não, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos, parentes, amigos ou colegas.

E deu, ao final, um conselho definitivo:

– Devemos ser sempre a estação final de qualquer comentário infeliz.

– Os sábios escondem a sabedoria, mas a boca do tolo é uma destruição” Pv10:14

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