De Boas Intenções…

      Dois colegas, que trabalham juntos numa grande empresa, travam um breve diálogo ao chegarem à seção no inicio de mais um dia de trabalho.

– Você sabia que hoje é o Dia dos Namorados?

– Puxa vida, confesso que nem me lembrava disso.

– O que você vai dar para sua namorada?

– Não tenho a mínima idéia. Pra ser sincero, não pretendo dar nada não.

– Eu pretendo dar um buquê de rosas; minha namorada adora flores.

      Terminado o diálogo, ambos foram para seus postos de trabalho, iniciar o expediente.

      Ao longo do dia, o amigo, que tinha a intenção de dar flores à namorada, ficou preocupado com a possibilidade de esquecer-se e, à toda hora, lembrava-se de seu propósito.

      Do outro lado, seu amigo, que não tinha nenhuma intenção de presentear a namorada, ficou pensativo acerca do que ouvira, analisando a possibilidade de também dar algo à namorada. O toque do amigo havia mexido com ele.

Na hora do almoço eles voltaram a se encontrar e o amigo voltou a se dirigir ao outro com o seguinte convite:

– Que tal sairmos à noite, com nossas namoradas, para comermos uma pizza?

– Vou ligar para ela e convidá-la. Daqui a pouco te dou a resposta.

– Ok. Ficarei aguardando sua resposta, pois já falei com a minha.

      Antes de voltarem para o trabalho da tarde, o amigo deu o seu “de acordo” e ficaram de se encontrar às 19:30 h em uma pizzaria.

      Mas, ao longo do expediente da tarde, algo conspirou contra as “boas intenções” do amigo autor do convite.

     No meio da tarde, seu chefe lhe solicitou uma infinidade de tarefas, todas para o mesmo dia, e ele começou a se preocupar com o compromisso das 19:30 h. Teria que se dedicar como nunca, para tentar terminá-las a tempo.

Como temia, ele só conseguiu entregar todas as tarefas ao chefe às 19:00 h.

Preocupado com o horário avançado, saiu apressado.

      Para complicar ainda mais, ele encontra seu carro com o pneu furado.

      Com o horário combinado já ultrapassado, saiu em alta velocidade, passou em casa, tomou banho e trocou de roupa e foi pegar sua namorada.

      Chegando lá, percebeu que todos aqueles imprevistos tinham feito com que ele se esquecesse das flores que ele compraria para sua namorada. Veio um sentimento cruel. E ele não sabia o que seria pior. Dizer que não havia se lembrado da data ou que importantes imprevistos naquele dia fizeram com que ele se esquecesse?

Ele não sabia o que causaria mais decepção à namorada. Sem saber o que dizer, optou por não dizer nada a cerca das flores. Pegou a namorada e foram para o local combinado.

Para sua mais completa decepção, ao chegar com meia hora de atraso à pizzaria, encontrou, numa mesa ao fundo, seu amigo, a namorada dele com um sorriso largo, e um belo buquê de rosas à mesa, que ela havia recebido.

 A grande lição a ser retirada deste episódio é a seguinte: O vai fazer a diferença em nossas vidas não são as nossas intenções, mas sim, as nossas ações.

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