O Cachorro na Tábua

Numa estrada seca e empoeirada do velho oeste americano, um senhor se desloca em seu velho e reluzente automóvel, a fim de visitar parentes distantes.

Depois de horas de viagem, por aquela estrada deserta, ele observa que sua gasolina esta acabando e começa a procurar por um posto para reabastecer.

Depois de trafegar por muitos quilômetros deixando um rastro de poeira, ele percebe que será difícil encontrar um posto de combustível naquela estrada. Apesar de improvável, ele continua a dirigir, já preocupado com a possibilidade de parar por falta de combustível. Com a luz indicativa do painel já acesa há muito tempo, ele avista, lá ao longe, algo que poderia ser um posto de combustível.

Com um misto de preocupação e ansiedade ele se aproxima o suficiente para perceber que se tratava realmente de um posto. Ao entrar no posto ele encontra um local muito sujo, sem eletricidade e assim como a estrada, sem pavimentação alguma. Ainda assim ele entra. O posto está deserto. Ao encostar o carro na bomba, ele aciona a buzina para que alguém venha atendê-lo. Era sua única chance de seguir viagem.

Ele tenta uma, duas, três vezes, e ninguém há que apareça para abastecer o automóvel.

Curiosamente ele percebe que toda as vezes que aciona a buzina, um cachorro grande magro que se encontra deitado em uma tábua, geme. A cada toque na buzina o cachorro se mexe na tábua e geme.

E foi assim durante vários minutos. O homem buzinando o carro para chamar a atenção de alguém e o cachorro se mexendo e gemendo na tábua.

Ao se preparar para descer do automóvel, para procurar por alguém, eis que, dos fundos de um galpão anexo ao posto, surge um senhor encurvado, arrastando as sandálias pelo chão empoeirado.

Ao chegar à bomba ele cumprimenta e pergunta:

– Boa tarde! Em que posso ajudá-lo?

– Preciso abastecer para terminar a travessia da cidade.

Enquanto aquele senhor se preparava, colocando a manivela para acionar a bomba manual, o motorista do carro pergunta.

– Porque este cachorro se mexe e geme todas as vezes que eu aciono a buzina?

– É porque ele se assusta com a buzina e se mexe, e como na tabua existe um prego pontiagudo que o incomoda, ele então geme.

– E porque, ainda assim, ele continua deitado nesta tábua com prego.

– É porque é o único local limpo que ele tem para deitar. Em todos os outros ou é lama nos dias de chuva ou poeira nos dias de sol forte. E afinal de contas o prego o incomoda, mas não o machuca muito.

 Que triste cenário! E infelizmente uma realidade absoluta para alguns.

Quantos de nós vivemos reclamando do nosso prego. Reclamando do prego, mas deitados na tábua.

Triste constatar que algumas coisas nos desagradam há anos. Gememos algumas vezes por causa delas, mas continuamos sem fazer absolutamente nada para mudar a situação.

Reclamamos da família, do trabalho, do governo, da igreja, etc… Reclamamos, reclamamos, reclamamos.

Precisamos aprender que nossa vida é um eterno “semear e colher”. Estamos colhendo hoje o que semeamos ontem e colheremos amanhã o que estivermos semeando hoje. Mas se não semearmos nada, nada colheremos. “Para obtermos resultados diferentes precisamos fazer coisas diferentes“

Se continuarmos fazendo o que sempre fizemos, obteremos os resultados que sempre obtivemos. 

 Quantas pessoas vivem reclamando de seus líderes, mas não fazem absolutamente nada para ajudá-los à mudar a situação.

Quantas pessoas vivem reclamando do chefe, quando poderiam até estar no lugar dele.

Quantas pessoas vivem reclamando do patrão, quando poderiam ter seu próprio negócio.

Quantas pessoas vivem reclamando dos governantes, mas nem se quer se lembram em quem votaram na última eleição.

Quantas pessoas vivem reclamando de seu cônjuge e de seus casamentos, mas não fazem nada para mudar.

Infelizmente, como aquele “cachorro na tábua”, muitas pessoas estão acomodadas à sua situação. E situação desconfortável, em muitos casos.

Pare e reflita se, em alguma área da sua vida, esta não é uma dura realidade.

“Existem muitas pessoas querendo que o mundo lhes dê uma boa chance, mas são poucas as que estão dispostas a provar porque merecem tal chance.”

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2 Respostas para “O Cachorro na Tábua

  1. ADOREI!!1!

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