Qual é o Tamanho da Tua Fé?

Certa vez um alpinista, muito conceituado em seu meio, resolveu se desafiar como nunca fizera antes.

Apesar de já ter participado de inúmeras escaladas, acompanhado por diversos grupos de pessoas, tinha resolvido escalar desta vez, a mais difícil montanha que se tinha conhecimento, sozinho.

O frio, naquela montanha congelava, atingia temperaturas abaixo de zero e isso tornava este desafio ainda maior.

Para isso preparou-se por um ano inteiro. Tinha tudo planejado, reunido todos os equipamentos necessários, estudado cuidadosamente todos os procedimentos a serem adotados e se preparado física e psicologicamente.

Seria o maior desafio de sua vida, mas ele tinha convicção de que tudo daria certo. Suas experiência e habilidade, sem igual no seu meio, davam-lhe esta segurança.

Chegado o dia programado, ele se dirigiu ao acampamento existente no pé da montanha, pois passaria lá a noite, a fim de iniciar a escalada no dia seguinte muito cedo. Acordou de madrugada, despediu-se dos amigos que foram até ali com ele, e iniciou sua escalada.

Pelo que havia sido planejado, ele atingiria o primeiro posto de descanso antes do anoitecer, e lá pernoitaria para só então, na manhã seguinte, reiniciar a escalada.

Com a falta de auxilio, pela escalada solitária, o tempo excedeu ao que fora planejado e, para seu desespero, a noite se aproximava sem que ele atingisse o posto de descanso.

Por um momento pensou em desistir, mas em função do frio mortal e da falta de proteção ali, decidiu continuar, e tentar atingir o posto programado, mesmo que com alto grau de risco.

Nesta tentativa desesperada, de desgaste físico intenso, ele se distraiu, perdeu o controle e caiu…

Nos poucos segundos que se sucederam, ele pressentiu a morte, pensou em Deus e clamou:

– Senhor, tenha misericórdia de mim.

Com o desespero da queda ele nem se lembrou de que o cabo de segurança estava ancorado e como que por um milagre o cabo retesou-se e ele, apesar das escoriações da queda e do forte golpe, estava ali, pendurado pelo cabo e vivo.

Recomposto do susto ele percebeu que se continuasse ali por muito tempo morreria congelado. Foi então que clamou novamente à Deus dizendo:

– Senhor, tenha misericórdia de mim.

Do denso e negro céu surgiu uma voz grave e suave dizendo:

– Meu filho querido, ouvi a tua oração… Corte a corda.

Imóvel e ainda atordoado, agarrou-se com mais força à corda que o sustentava. Pensava consigo mesmo. “Esta é minha única segurança. Como posso cortá-la?”

Vendo o seu comportamento, a voz novamente se manifestou dizendo:

– Meu filho querido, ouvi a tua oração… Creia e corte a corda.

Como a voz insistia em convencê-lo a cortar a corda, ele se agarrou ainda com mais força, usando não só as mãos, mas também as pernas. Afinal de contas ele tinha a corda como sua segurança maior.

A noite transcorreu sem que a voz se manifestasse mais e sem que ele tivesse coragem de cortar a corda.

Na manhã seguinte, sem conseguir contato com o alpinista, o grupo de amigos começou a procurá-lo e o encontrou morto, pendurado à uma corda, à dois metros do chão.

 “Nosso Deus pode todas as coisas. O que limita a operação D’ele, em nossa vida, é o tamanho da nossa Fé.”

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