Ser Feliz… Ou Ter Razão? Eis a Questão!!!

Oito da noite numa avenida movimentada. Um casal cruza a cidade, de transito intenso, apressadamente. Eles já estavam atrasados para o jantar na casa de um casal amigo.

O endereço é novo, assim como o caminho que a esposa se preocupou em conferir no mapa antes de saírem de casa. Ele dirige o carro. Ela o orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.

Ele diz tez certeza de que é à direita. Eles ensaiam uma pequena discussão.

Percebendo que além de atrasada, poderia ficar mal humorada, ela deixa que ele decida.

Ele vira à direita e, alguns quilômetros à frente, percebe que estava enganado.

Ainda que com algum constrangimento, ele admite que insistiu no caminho errado, enquanto procura um retorno.

Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos após o horário combinado.

Mas ainda assim, ele insiste no diálogo sem propósito:

– Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria ter demonstrado um pouco mais de convicção.

E ela encera com extrema sabedoria:

– Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma briga, se eu insistisse mais, teríamos estragado nossa noite.

 

Quem sabe já não ouvimos estória semelhante ou até mesmo iniciamos uma parecida.

Precisamos entender o propósito de tudo que fazemos em nossa vida. Tenhamos consciência ou não, iremos sempre colher aquilo que semeamos. Um elogio ou mesmo uma advertência, feitos no momento próprio, abençoam, mas, feitos num momento inoportuno ou de uma forma inadequada, podem gerar contendas. São comportamentos que geralmente revelam pessoas que estão muito mais preocupadas com o método utilizado do que com o resultado a ser obtido. Aliás, esta é a grande diferença entre perseverança a teimosia. Pessoas com esse comportamento geralmente, quando se dão conta, já fizeram ou falaram algo que não queriam ou que não era o momento apropriado para fazê-lo.

Essa pequena estória ilustra, com propriedade, a sabedoria de uma esposa que entende seu papel na relação. Que não foi constituída por Deus para competir com seu esposo, mas sim para ser uma adjuntora.

Insistir naquela discussão poderia lhe dar a vitória, pois afinal de contas a razão estava com ela. Mas ela entendeu que o preço a ser pago para ter a “vitória” naquela hora seria muito alto. Provavelmente eles pagariam o preço de perder momentos agradáveis que seriam desfrutados, logo em seguida, na companhia de amigos.

Ela nos mostra também quanta energia gastamos, em algumas situações, apenas para demonstrar que temos razão. E o pior é que, ter ou não razão, não diminui em nada a energia gasta desnecessariamente.

Objetivo da esposa ali não era ter ou não razão e sim desfrutar de uma noite agradável na companhia de seu esposo e de amigos.

Depois de refletirmos sobre esta história, deveríamos nos perguntar com mais freqüência:

Quero ser feliz ou ter razão?

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s